quinta-feira, 16 de agosto de 2012

No Angelus, Papa afirma que a Assunção nos indica o futuro da humanidade

Nesta quarta-feira, 15, quando a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora ao céu, Bento XVI rezou a oração mariana do Angelus junto aos fiéis que foram a Castel Gandolfo neste dia feriado na Itália e na Europa.

 Antes da oração, ele explicou que a festa da Assunção é uma realidade que toca também nós, porque nos indica de modo luminoso nosso destino, o da humanidade e da história. Retomando amplamente o que já havia ilustrado na Missa desta manhã, o Papa sintetizou a idéia que depois da morte, não há o vazio, mas o abraço amoroso de Deus. Por isso, a festividade de hoje, para o cristão, é “estritamente ligada à Ressurreição”.

 Bento XVI recordou aos mais de 3 mil fiéis reunidos no pátio da residência que a proclamação do dogma da Assunta ocorreu em 1950 com o Papa Pio XII, e brevemente, citou a tradição das Igrejas ortodoxas russas, que fala de ‘Dormição’ e não de Assunção.

 Encerrando, o Papa lembrou um trecho da Constituição conciliar Lumen Gentium: “Maria, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Ela cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada”.

 Após a oração, o Papa fez breves saudações em algumas línguas. Hoje foi a vez também do português:

“Saúdo cordialmente os fiéis brasileiros de Umuarama e Paranavaí e demais peregrinos de língua portuguesa, sobre cujos passos e compromissos cristãos imploro, pela intercessão da Virgem Mãe, as maiores bênçãos divinas. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus”.

Dom Aldo felicita novo Bispo de Campina Grande


O Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, felicita Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz pela nomeação para assumir a Diocese vacante de Campina Grande (PB). A decisão do Papa Bento XVI de transferi-lo da Diocese de Caicó (RN) foi divulgada hoje.

 "É com grande alegria, em meu próprio nome e no da Arquidiocese da Paraíba, que acolhemos o querido irmão no episcopado Dom Delson. Bem-vindo de coração!", afirma Dom Aldo.

 Dom Delson nasceu em Biritinga (BA) em 1954. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário São Francisco de Assis, em Nova Veneza (SP). Tem mestrado em Ciência da Comunicação, na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma, e licenciatura em Letras pela Universidade Católica de Salvador (BA).

 O novo Bispo de Campina Grande foi Ministro Provincial em Salvador (1998 e 2001) e exerceu o cargo de Definidor Geral para a América Latina junto à Cúria Geral dos Capuchinhos (2002 a 2006).

 Seu lema episcopal é “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17). Fonte: Pascom

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Família: lugar insubstituível da iniciação à vida cristã

Dentro de qualquer projeto de evangelização, a família cristã deve ocupar um espaço privilegiado. Muitas são as famílias esperando pelo evento salvífico de Jesus Cristo. Abrir as portas e os corações dos casais e famílias afastados da comunidade eclesial à proclamação do Evangelho é um desafio e um compromisso do qual não se pode fugir.

 A missão evangelizadora é de todo o Povo de Deus. “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (EN, 14). A evangelização, contudo, encontra seu primeiro foco ou centro de irradiação na família: ela é ao mesmo tempo sujeito e objeto de evangelização (cf. Puebla, 569).

 Olhando para a realidade da família hoje e para os “novos tipos” de família que vão surgindo, urge uma radical transformação no modo de evangelizá-las. Meios utilizados em outros tempos para o anúncio de Jesus Cristo já não alcançam a mesma eficácia de antes. Até a família, chamada a transmitir a fé e os valores perenes, já não possui o mesmo fôlego de outras épocas para cumprir esta missão indispensável. “A mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém, explicitado continuamente” (Doc. 94 – CNBB, n. 39).

 Uma efetiva iniciação à vida cristã começa já no seio materno. Ao transmitir a vida a um filho, o amor conjugal produz uma pessoa, nova, singular, única e irrepetível. Neste momento começa para os pais o “ministério” da evangelização (cf. Puebla, 584).

 No coração do anúncio está Jesus Cristo, professado e testemunhado. A família transmite a fé que vive. Os pais não podem transmitir aquilo em que não acreditam e que não vivem. Não se pode transmitir o Evangelho, se na base não houver o desejo de viver com Jesus, no Espírito, a experiência do Pai.

 Para educar os filhos na fé e ajudá-los a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-Lo, é necessário que os pais façam a experiência do encontro pessoal com Cristo.

 Portanto, transmitir a fé significa, sobretudo, transmitir o Evangelho que permite conhecer Jesus Cristo, Filho de Deus. Ao exercerem esta missão, os pais deveriam interrogar-se continuamente sobre a qualidade da sua fé, sobre o modo de serem cristãos, de serem discípulos de Cristo enviados a anunciá-Lo à sua família e à sociedade.

 No interior de uma família que tem consciência desta missão, todos os seus membros evangelizam e são evangelizados. Assim sendo, a família cristã é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e levá-la, através de uma catequese e educação progressiva, à plenitude da maturidade humana e cristã.

 Imagem da família divina, a família cristã procura imitar a família de Nazaré, lugar onde crescer em sabedoria e graça de Deus (cf. Lc 2, 40), onde fortalecer a fé, a esperança e o amor, onde criar espaço para a oração e o diálogo, onde a fraternidade aconteça e a dignidade de todos seja respeitada.

 Convido as famílias cristãs a render graças a Deus pela evangelização recebida e, ao mesmo tempo, a que prossigam com entusiasmo na missão de evangelizar. Os esposos evangelizando-se mutuamente, os pais evangelizando os filhos, os filhos evangelizando os pais; enfim, famílias inteiras evangelizando outras famílias com renovado ardor missionário e apostólico.

 Jesus, Maria e José, abençoem as famílias, fortalecendo-as na coragem de ousar novos caminhos na transmissão da fé. Dom Nelson Westrupp Bispo de Santo André (SP)


Dom Nelson Westrupp
Bispo de Santo André (SP)

Documentário inédito do Papa no Brasil será lançado em julho

Em maio de 2007, Bento XVI fazia sua primeira visita à América Latina. Os principais registros de sua passagem, imagens inéditas e cenas memoráveis estarão, em breve, à disposição dos brasileiros na forma de um documentário inédito que está sendo finalizado pela Redação Brasileira da Rádio Vaticano.

 Bento XVI passou por São Paulo e Aparecida. Esteve ainda em Guaratinguetá, na Fazenda Esperança, onde viveu momentos intensos que comoveram o país. Em São Paulo, canonizou Frei Galvão e teve um encontro com os jovens no Pacaembu. Esteve ainda no Mosteiro de São Bento, onde protagonizou cenas inesquecíveis e abençoou a multidão. Em Aparecida, abriu a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.

 O documentário traz desde o momento da saída de Bento XVI do Palácio Apostólico até seu retorno ao Vaticano, com imagens inéditas e exclusivas produzidas pelo Centro Televisivo Vaticano. Com uma linguagem simples e direta, a história da passagem do Papa pelo Brasil é narrada por quem viveu aqueles momentos mais intensos ao lado de Bento XVI.

 Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Odilo Pedro Scherer e Dom Cláudio Hummes conduzem a narrativa, estruturada com base nos principais pontos de cada evento com a presença do Papa. Frei Hans Stapel e “Nelsinho”, os fundadores da Fazenda Esperança também narram os momentos de profunda alegria que viveram durante a visita do Papa.

 O trailer do documentário já foi exibido durante a 50° Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu no mês passado, em Aparecida, e agora está disponível no Youtube.

 “A aclamação dos bispos presentes na Assembleia ao final da exibição nos deixou emocionados. Resgatar e reunir os episódios da passagem do Papa Bento XVI pelo nosso país foi um trabalho difícil. Contudo, agora temos a certeza de que essa histórica viagem ficará imortalizada neste documento”, diz Pe. Cesar Augusto dos Santos, responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.

 A previsão é que o documentário, cujo nome ainda está sendo escolhido, seja lançado no próximo mês de julho, durante a ExpoCatólica 2012, em São Paulo. Para assistir ao trailer do documentário, acesse http://youtu.be/dImUv2JL5UA

quinta-feira, 29 de março de 2012

V DOMINGO DA QUARESMA

Amados e amadas.


Deus não é um amigo fácil, as vezes o sentimos longe, tão diferente da terra, da nossa vida. Às vezes, os homens pensam que podem fazer o mesmo com Deus. Deus não é algo impossível, “é alguém”, e nós o conhecemos, Jesus.

O desejo de ver Jesus expresso com tanta esperança pelo grupo dos gregos, traduz uma aspiração que percorre séculos. Sua figura domina o horizonte e atrai a atenção e o respeito dos que crêem e dos que não crêem. Mas quem é Jesus? Essa pergunta intrigante, com certeza, vai perpassar toda a nossa vida. Aqui podemos elencar algumas respostas:

- Cristo é verdadeiro Deus. Assim percebemos que se Jesus é Deus, descobrimos até que ponto Deus nos amou!

- Cristo é plena e totalmente verdadeiro homem. De fato, em muitas passagens do Evangelho vamos encontrar a humanidade de Cristo.

- Cristo é indissoluvelmente Deus-Homem. É impossível separar a divindade de Cristo da sua ressurreição e da sua atuação durante a vida terrena.

A cruz é o momento em que os homens, cujos olhos mergulham continuamente na vaidade e na banalidade, podem, ultrapassando todas as defesas deste mundo, contemplar o verdadeiro Salvador. De fato, a fé cristã recebe da cruz de Jesus sua forma característica: dizer sim à aventura de perder à própria vida, dizer sim a um amor autêntico.

Vejamos as leituras: (Jr 31, 31-34/ Sl 50 / Hb 5, 7-9 / Jo 12, 20-33).

Chegamos ao fim da Quaresma. Espero que este grande retiro possa ter produzidos muitos frutos em você através do jejum, da oração e da caridade. Agora vamos participar intensamente da semana santa onde faremos memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Que o Espírito Santo nos ajude a celebrar esses mistérios.


Feliz semana santa para todos !!!




Pe. José Aércio dos Santos Oliveira.
Administrador Paroquial

quinta-feira, 22 de março de 2012

IV DOMINGO DA QUARESMA

Irmão e irmãs em Cristo.


Com a crise e o fracasso político de Israel se veio a mentalidade de que isso podia ser conseqüência da infidelidade do povo ao desígnio de Deus e de uma falta de confiança em sua proteção. O afastamento do Senhor adquiri um valor pedagógico: ele, que é fiel e misericordioso, não abandona os seus, mas só os chama através da variedade de acontecimentos, à conversão e à obediência sincera.

É preciso uma capacidade de escuta para compreender os caminhos com que o Senhor executa seu plano. Devemos responder à fidelidade de Deus com uma fidelidade sempre renovada, adequada aos tempos.

Se a Igreja não goza mais de privilégios e atenções, se caminhamos para uma situação de “diáspora”, é o momento da fidelidade interior de um apoio que vem agora das comunidades cristãs que encontram sua força na meditação da Palavra de Deus.

O declínio da cristandade e de certa manifestação da fé não significa o desaparecimento da fé salvífica e nem sempre um afastamento de Deus. Pode ser simplesmente o desaparecimento de certos pontos da essência da fé. Essa nova situação em que vivemos é um convite de Deus a uma fé mais madura, responsável, consciente da entrega a ele.

Vale lembrar que Deus está sempre a procura do homem, perseguindo-o. É como se Deus não quisesse permanecer sozinho e houvesse escolhido o homem para ajudá-lo. O chamado de Deus nunca mais cessou na floresta da história. Deus permanece fiel ao homem, busca-o em todas as suas fugas, porque o ama como só Deus pode amar, com a força e a ternura de um Pai que é movido por um amor infinito.

Hoje, como ontem, o problema do homem consiste em fugir desse Deus que o busca. É o homem que se esconde, que procura um álibi. E Deus não se cansa de segui-lo.

As leituras que nos ajudam a aprofundar esse quarto domingo da quaresma, são: (2Cr 36, 14-16.19-23 / Sl 136 / Ef 2, 4-10 / Jo 3, 14-21).

Uma santa quaresma para todos!


Um abraço fraterno!!!



Pe. José Aércio dos Santos Oliveira.
Administrador Paroquial